sábado, 22 de outubro de 2011

Foda-se !!!
Tu, em minha vida vazia
Tudo em meu ser
foda-se eu
foda-me você
foda-se não somos

Foda-se não ser
O que achamos que somos...
O que parecemos ser.
Sem querer me fugiu
O que eu não queria ver
Não me acresceu, sumiu

Foda-se eu
Breu, breu, breu,
Num transe com o vazio
Eu transo com o momento
No cio
No ciclo do sentimento
Foda-se o argumento

Calo com o intervalo do tempo
Vivo o vazio do momento, senti-mento
La-mento
Foda-se,
É tempo, tempo, tempo
Ah, foda-se o tempo.

By: Ay Chastinet, Heder Novaes e Paulo Batista

Com EXO

Preso na certeza do vão
No vazio da imperfeição
Na constante correção...

Vago pela imensidão
Com chuva ou não
Só, com a solidão.

Contato imediato
Natural o fato
Nato
Pacato

Acato aos seus pedidos
Rasgo seus vestidos
Já não estou vestido

Tenho como inspiração
A imensidão
E o vazio do não
O não...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Eu, não meu

O fogo que queima não é meu
Mas arde como meu
Já não pareço eu

Palpita o coração sem saber
O que devia ser
O que vai saber

Atendo ao pensamento que não dá
Faço sem avisar
Não posso mais parar

Quero o que não queria no momento atrás
Não raciocino mais
O corpo perde a paz

Tento entender o porquê
Já não sei pra que
Pago pra ver

Às vezes não quero ser
Mas é tanto por que
Acabo que fico sem entender

Só não vejo o que quero
Só não faço o que não espero
Só não sou
Só...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Chuva que Deus Manda


Chuva que Deus manda
Chuva que Deus dá
Manda, manda e desmanda...
Chove sem parar.
Vira riacho na favela
Do alto da sacada, lá está ela a observar
A chuva que cai sem parar
Castiga sem avisar.
E depois, dá lugar ao sol que queima gente
Sol queima, chuva seca, apaga, ameniza
Mas não diminui a dor da gente.

BY: Heder Novaes e Ytallo Barreto

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sem amor

Já não vejo com meus olhos
Já não são os mesmos de antes
O vento já não me toca como outrora
E agora, tudo é um tanto sépia
E às vezes meio cinza...
Não mais azul...
Se busco cheiro, não há.
Tento escutar o que não dá pra escutar...
Até a leveza do balanço do mar
Já não sinto.
Diariamente minto, pra mim mesmo.
Tudo é em vão
E as palavras, saem sem direção
O tocar é áspero
O bater do coração é tão silencioso
Tudo é tão sem tudo
E nada é sinônimo de alguma coisa
A falta é cada vez mais presente
E cada vez mais ausente é a sua presença
É nadar sem rumo
É andar em outra maré
Questionar-se sem necessitar
Só pela necessidade de questionar.
É ser contra, se contradizendo
É viver só de lamento
E de dor...
Pela falta do amor.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Afastamento

Afastamento
Afast -mo-mento
Afaste o sentimento de angustia...
A perda onipresente.
O presente que se perde
A falta de palavra
A calma que me falta quando é hora de observar
E parar...
Já é hora de parar de observar
E agir...
E se deixar ir e vir...
Só rir...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sem chão

Não
Não há perdão, pro não
Agora vivo do desprendimento
Des-prendimento
Só. Soando e ecoando,
Meu lamento
Me privo de mim
Te prendo assim, em mim, assim...
Da calma, nada resta...
O meu querer se esvai...
O seu querer... Seu querer?
Me muni com sua ausência
Seu ser...
Aparência...
No extremo da carência
Não pairo...
Abro asas, mas caio...
Não saio do chão...
Sem chão.