Prometo devotar-me
Incansavelmente
A apreciação do seu corpo
A degustação do seu sorriso
Dia e noite
Pouco a pouco
Instante a instante
Segundo por segundo
Guiando incessantemente meu olhar ao seu
Meus dedos ao trabalho árduo
De te tocar
De te sentir
Devo-lhe definir
Cada curva, cada vírgula
Cada cova, brilho, silhueta
Devo a ti e só a ti, os meus olhos
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Vão
O descompasso
Passo a passo
Poema feito sob encomenda
Fecha a fenda
Abre a fenda
Remenda
Emenda
Emendo o laço
Nó, compasso
Traço a rota
Fecho a porta
Instruo
Desconstruo
Feixe, deixe
Mas não se queixe
Do não
Peça, suplique atenção
Vão
Vão
Vão
Passo a passo
Poema feito sob encomenda
Fecha a fenda
Abre a fenda
Remenda
Emenda
Emendo o laço
Nó, compasso
Traço a rota
Fecho a porta
Instruo
Desconstruo
Feixe, deixe
Mas não se queixe
Do não
Peça, suplique atenção
Vão
Vão
Vão
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A-fasto
Cisco, pisco, abro...
Cheio, cheiro, caibo
Tanto, tonto, pronto.
Caro, caio, calo
Observo, servo, sirvo
Castro, falo, não falo.
Impacientemente fico
Só...
Curo, escuro, paro.
Trago o tempo claro
Despreparado
Afasto
Faço, fico, estagno.
Minto, sinto, ensino
Finjo...
Choro, de dor
Cheio, cheiro, caibo
Tanto, tonto, pronto.
Caro, caio, calo
Observo, servo, sirvo
Castro, falo, não falo.
Impacientemente fico
Só...
Curo, escuro, paro.
Trago o tempo claro
Despreparado
Afasto
Faço, fico, estagno.
Minto, sinto, ensino
Finjo...
Choro, de dor
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Ar Industrial
Esse ar industrial
Que prende, isola e afasta
Que some, que foge
E que é ideal
Pra afastar.
Esse barulho de obras
Que crescem e crescem
E não param
Que elevam
Elevam e escondem
Uns dos outros
Aqui, nessa selva de matos e galhos de edifícios
De arbustos e bosques de precipícios
Essa morada, no meio da nossa mata fechada
Fechada por prédios e construções
Que isolam diariamente
Povos e nações
Mostrando que o fim é um só
A solidão
Que prende, isola e afasta
Que some, que foge
E que é ideal
Pra afastar.
Esse barulho de obras
Que crescem e crescem
E não param
Que elevam
Elevam e escondem
Uns dos outros
Aqui, nessa selva de matos e galhos de edifícios
De arbustos e bosques de precipícios
Essa morada, no meio da nossa mata fechada
Fechada por prédios e construções
Que isolam diariamente
Povos e nações
Mostrando que o fim é um só
A solidão
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