terça-feira, 29 de abril de 2014

Poema café expresso

Poema como café expresso
Precisa de segundos de inspiração
Num ato voluntário de regresso
Pura e quente concentração

Café meio amargo no inicio
Saudade que amarga
O adoçante vem como um remédio
Um vício que sossega

Só o açúcar trás paz
E revela o verdadeiro sabor do café
Aquele gostinho que ficou lá atrás
É o que dá energia pra ficar de pé


Deste café quero um pouco mais
Com poemas quentes, mornos
Doces e com chocolate
Amargos nunca mais

Vento e chuva

Chuva que lacrimeja meus gritos tapados
Meus choros calados
Minha ausência de palavras
Minha fuga de mim

Ventos que expurgam
Que chacoalham a alma
Arrepiam a espinha
Esfriam

Chuva e vento que trazem
Saudade e dor
O sono vem e cala
Tudo que ainda é amor

domingo, 13 de abril de 2014

Dez-com-nexo


Há carie? Se há!
Acariciar
Abismo
Bisbilhotar

Sufoco
Passado
Não pare
Não vá

Limite em palavras
certas ou erradas
Escolha
Não se limitar

Abrace árvore
Ou uma causa
Não abrace
Só por abraçar