Já não vejo com meus olhos
Já não são os mesmos de antes
O vento já não me toca como outrora
E agora, tudo é um tanto sépia
E às vezes meio cinza...
Não mais azul...
Se busco cheiro, não há.
Tento escutar o que não dá pra escutar...
Até a leveza do balanço do mar
Já não sinto.
Diariamente minto, pra mim mesmo.
Tudo é em vão
E as palavras, saem sem direção
O tocar é áspero
O bater do coração é tão silencioso
Tudo é tão sem tudo
E nada é sinônimo de alguma coisa
A falta é cada vez mais presente
E cada vez mais ausente é a sua presença
É nadar sem rumo
É andar em outra maré
Questionar-se sem necessitar
Só pela necessidade de questionar.
É ser contra, se contradizendo
É viver só de lamento
E de dor...
Pela falta do amor.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
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Eu adorei...parece q vc esta dentro de mim sentindo oq eu sinto!!! Ameeeii *_*
ResponderExcluirTão lindo Heder, lindo demaais !
ResponderExcluirNossa! muito...poético. Muito lindo!
ResponderExcluirTem futuro... e presente.
E quem sou eu pra julgar? quem sou eu para achar? E quem sou eu pra deixar de achar ou julgar? Engraçado... não saber definir. Não ter o poder de aferir uma colocação... o potencial para tal. Mas, discordo de tudo isso. O poder do julgamento pode não ser intrínseco ao ser humano, mas é inerente ao sentimento. E essa poesia imprescinde de julgamentos gramaticais ou metricos(como queira). Ela é bela, pois desperta não dizer exatamente o quê. Mas, sinto.
Ani
"E agora, tudo é um tanto sépia"... lindo isto!
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