quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Eu, não meu

O fogo que queima não é meu
Mas arde como meu
Já não pareço eu

Palpita o coração sem saber
O que devia ser
O que vai saber

Atendo ao pensamento que não dá
Faço sem avisar
Não posso mais parar

Quero o que não queria no momento atrás
Não raciocino mais
O corpo perde a paz

Tento entender o porquê
Já não sei pra que
Pago pra ver

Às vezes não quero ser
Mas é tanto por que
Acabo que fico sem entender

Só não vejo o que quero
Só não faço o que não espero
Só não sou
Só...

Um comentário:

  1. "Às vezes não quero ser"

    Quase sempre, não ser eu...

    Lindo poema, bem "você". :)

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