quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Chuva que Deus Manda


Chuva que Deus manda
Chuva que Deus dá
Manda, manda e desmanda...
Chove sem parar.
Vira riacho na favela
Do alto da sacada, lá está ela a observar
A chuva que cai sem parar
Castiga sem avisar.
E depois, dá lugar ao sol que queima gente
Sol queima, chuva seca, apaga, ameniza
Mas não diminui a dor da gente.

BY: Heder Novaes e Ytallo Barreto

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sem amor

Já não vejo com meus olhos
Já não são os mesmos de antes
O vento já não me toca como outrora
E agora, tudo é um tanto sépia
E às vezes meio cinza...
Não mais azul...
Se busco cheiro, não há.
Tento escutar o que não dá pra escutar...
Até a leveza do balanço do mar
Já não sinto.
Diariamente minto, pra mim mesmo.
Tudo é em vão
E as palavras, saem sem direção
O tocar é áspero
O bater do coração é tão silencioso
Tudo é tão sem tudo
E nada é sinônimo de alguma coisa
A falta é cada vez mais presente
E cada vez mais ausente é a sua presença
É nadar sem rumo
É andar em outra maré
Questionar-se sem necessitar
Só pela necessidade de questionar.
É ser contra, se contradizendo
É viver só de lamento
E de dor...
Pela falta do amor.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Afastamento

Afastamento
Afast -mo-mento
Afaste o sentimento de angustia...
A perda onipresente.
O presente que se perde
A falta de palavra
A calma que me falta quando é hora de observar
E parar...
Já é hora de parar de observar
E agir...
E se deixar ir e vir...
Só rir...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sem chão

Não
Não há perdão, pro não
Agora vivo do desprendimento
Des-prendimento
Só. Soando e ecoando,
Meu lamento
Me privo de mim
Te prendo assim, em mim, assim...
Da calma, nada resta...
O meu querer se esvai...
O seu querer... Seu querer?
Me muni com sua ausência
Seu ser...
Aparência...
No extremo da carência
Não pairo...
Abro asas, mas caio...
Não saio do chão...
Sem chão.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Lá, Mento

Cansei do laço...
Da mesmice do abraço
De tomar mais uma dose de solidão e outros tragos...
Trago em mim o novo
De novo, movo
Pra onde o novo, possa sim recriar...
Re-trocedi no tempo
Sem não-tardar momento
Sem re cem ti mento
No lamento
Lá-mento

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Agarro Particular

"NOIS TAVA NUNS AGARRO PARTICULAR"
Tentando e tentando se ajuntar
Era mão na coisa, coisa na coisa
Agarramento sem parar
Eu já num resistia
Já perdia a noção da hora do dia
Se fazia sol, se tinha lua ou se chuvia
Só queria me agarrar...
E ela toda fogosa
Bonita e formosa
Veio me provocar
Mordeu meus labís
Me deixou foi doidin...
E eu já arrastando ela pra um canto mais escuro
Ali na esquina do muro
Quando os homi veio nos avistar
Chegarum perto, perguntando o que suncedia
Ela se aquieto e eu dei logo a voz
Nada não colega, sou oficial.
Mostrei os documento e falei
Tava nuns beijin com minha amada
Ele bateu continência e se retirô.
Agente num instante se oiô
E logo vortou a safadesa
Era pega pega que era uma beleza...
Ai chegamo num lugar diserto...
Ela de mini saia...
Eu já esperto...
Peguei minha mão e meti por dentro da saia
Procurava, procurava... e nada de achar carcinha...
Aí ela me disse q não usava...
Foi aí q eu fiquei doido...
E la mermo fui feliz...
Isso já tem uns 10 meses...
Agora meus gemios nascerum...
Joenilson e eclebson
E ela...
Ah, ela continua fogosa...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Saudade arde

E é por falta de palavras que eu escrevo
E no meu pensar te vejo
E te sinto no meu respirar..
Faço, não faço o que quero...
Ao menos espero
Não mais te contactar
E por falta do teu cheiro
Anseio pelo teu odor
Anseio pelo teu ardor
E por falta do sentir, ressinto ainda mais.
E por essa saudade
Talvez ainda presente...
Talvez ansiedade...
Sua vaidade me aprisiona.
E no meu colo se destrona
E no meu colo tão tarde
Sua saudade arde.

By: Heder Novaes e Ayala