sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Procura

Meticulosamente procurei...
Mas não o via.
Em vários cantos o mencionei...
Aparentemente ele não existia.
Ouvia o nome dele nas bocas da populaça
Mas ele não aparecia...
Fugi a sua procura
Mas ele se escondia...
Não sei se queria brincar
Perguntava, mas ele não respondia...
Me cansei a noite
Recomecei ao nascer do dia.
Tentava, procurava, andava
Onde ele estaria ?
Quando enfim parei o achei...
Era o amor que em mim se escondia.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nó no Nada

Nada é como é
O que é, nada é
O que é que o nada é ?
O nada é que é!
É que o nada, não é.
É...
É que...
Não, não é.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O que será o contrário do amor?

O contra- amor.
A contra gosto, posto que,
o oposto é controverso.
Verso, não verso. . .
O amor é contra o verso.
O amor é contra o tempo,
faz - se de momento.
Viaja pois é sentimento
Um momento, um lamento, dor.
Rimas bobas levam ao amor.


By: Ay e Heder.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

N de Novo

Nesses vagos momentos
De pensamentos infundados
Um novo modo ou uma nova visão
Um colo e um carinho bastarão
Solo, só com o sol
Nova nota, nova melodia
Novo meiodia
Em meio ao novo, envelheço
E só um colo e um carinho
Só um tantinho de atenção
Bastarão pra me fazer bem
Pra me trazer o bem
E pra trazer o bem a ti também

sábado, 15 de janeiro de 2011

Pequena

Um café, sem açúcar...
Uma taça de vinho, suave
Uns sorrisos...
Mais uma taça de vinho
Meias verdades dispersas.
O teu olhar, sobre o meu olhar.
Seus lábios me comendo com os olhos,
E meus olhos, devorando-te.
Hei de ver o que não via há tempos
No ar o que sobra é meu,
Seu cheiro, seu olhar,
Seu lar, seu eu...
Sou seu, seu eu, seu sorriso é meu.
É o fim da aventura
Pequena ternura
Em ti, pequena,
Quanta textura e ternura
Pura, serena e morena...
Como a lágrima que cai
A brisa que vai
E o sol que ao longe se esconde
Pra sorrir novamente amanhã.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Sou ...

O ar
O marasmo que nem da pra imaginar
O desejo desperto
Entre lábios que se tocam
Entre o aperto e a folga
Roço em seu pelo
Sua pele me roça
O meu suor
Nu...
No nosso suor
Emaranhados de abraços
Em seus braços, pernas e SEXO.
Me perco em teu sexo
Te suplico piedade
Sou seu...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Um momento

Tanta gente...
Música quente...
Um frenético pulsar...
Dançarinos no palco,
E na platéia, dois lábios a bailar...
No silencio da multidão enfervecida com o samba
O suor era nosso...
O corpo era um...
E a alma, suspirava...
E cada segundo era do tamanho do mundo...
E cada susto era o leve mais leve...
Levados pelo corpo...
E a noite era nossa...
Ao som dessa bossa
Sambar, sambei.
Você sambou.
Acordei pela manha com a sensação de que a noite não acabou.