quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sem chão

Não
Não há perdão, pro não
Agora vivo do desprendimento
Des-prendimento
Só. Soando e ecoando,
Meu lamento
Me privo de mim
Te prendo assim, em mim, assim...
Da calma, nada resta...
O meu querer se esvai...
O seu querer... Seu querer?
Me muni com sua ausência
Seu ser...
Aparência...
No extremo da carência
Não pairo...
Abro asas, mas caio...
Não saio do chão...
Sem chão.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Lá, Mento

Cansei do laço...
Da mesmice do abraço
De tomar mais uma dose de solidão e outros tragos...
Trago em mim o novo
De novo, movo
Pra onde o novo, possa sim recriar...
Re-trocedi no tempo
Sem não-tardar momento
Sem re cem ti mento
No lamento
Lá-mento

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Agarro Particular

"NOIS TAVA NUNS AGARRO PARTICULAR"
Tentando e tentando se ajuntar
Era mão na coisa, coisa na coisa
Agarramento sem parar
Eu já num resistia
Já perdia a noção da hora do dia
Se fazia sol, se tinha lua ou se chuvia
Só queria me agarrar...
E ela toda fogosa
Bonita e formosa
Veio me provocar
Mordeu meus labís
Me deixou foi doidin...
E eu já arrastando ela pra um canto mais escuro
Ali na esquina do muro
Quando os homi veio nos avistar
Chegarum perto, perguntando o que suncedia
Ela se aquieto e eu dei logo a voz
Nada não colega, sou oficial.
Mostrei os documento e falei
Tava nuns beijin com minha amada
Ele bateu continência e se retirô.
Agente num instante se oiô
E logo vortou a safadesa
Era pega pega que era uma beleza...
Ai chegamo num lugar diserto...
Ela de mini saia...
Eu já esperto...
Peguei minha mão e meti por dentro da saia
Procurava, procurava... e nada de achar carcinha...
Aí ela me disse q não usava...
Foi aí q eu fiquei doido...
E la mermo fui feliz...
Isso já tem uns 10 meses...
Agora meus gemios nascerum...
Joenilson e eclebson
E ela...
Ah, ela continua fogosa...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Saudade arde

E é por falta de palavras que eu escrevo
E no meu pensar te vejo
E te sinto no meu respirar..
Faço, não faço o que quero...
Ao menos espero
Não mais te contactar
E por falta do teu cheiro
Anseio pelo teu odor
Anseio pelo teu ardor
E por falta do sentir, ressinto ainda mais.
E por essa saudade
Talvez ainda presente...
Talvez ansiedade...
Sua vaidade me aprisiona.
E no meu colo se destrona
E no meu colo tão tarde
Sua saudade arde.

By: Heder Novaes e Ayala

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ele/ela/destino

Ele era só
Só solidão
Não era
Não queria
Ser era difícil
Fácil era não ser
Entregue ao nada
Desfrutava...

Ela era vazia
Dor e tormento
Tristeza e melancolia
Trocava a noite pelo dia
Mas não vivia
Só estava...
Sua presença não se fazia presente
Não queria mudar

Em uma tarde chuvosa ambos caminhavam na rua...
Rua deserta
Um olhar
Um sorriso
Um abraço
E o destino, se fazendo presente

quinta-feira, 10 de março de 2011

A noite sem Sol(idão)

Tão sem intenção
Só em meio a Multidão
Entre as outras vi você
Entrei em seus olhos
Ví seu ser
Corro meus olhos em seus detalhes
Percorro meu nariz pelos seus poros
Sem melodia definida
Nosso corpo falou a mesma língua
Sem acorde marcado, era dado o momento
Te contemplava a cada dança
Me completava a cada segundo passado...
O seu tempo, era nosso tempo.
Uma noite, um momento
No lamento do nascer do sol
Me despeço
Espero e peço uma outra vez...

terça-feira, 1 de março de 2011

Sai e vai

Dados
Largados...
Sua idade sem (identidade)
E a proteção sem o (pro) perde a atenção
Só na (imagem) nação é que as coisas acontecem
Não haverão escolhas no fim do túnel
Só haverá saída...
Se (sai), só resta a partida...
Se (parte), só resta a ida.