sábado, 12 de novembro de 2011

Sem sim, sem não

Pessoas
Sem cor, sem nomes
Sem roupas
Rótulos, sobrenomes

Carinho não escolhe endereço
Amor correspondido
Um terço, um berço
Mereço!

Quero o abraço escondido
Explicitar o beijo
Pêlo no pêlo
Desejo o teu desejo

Sem o medo dos dedos
Sem sim, sem não
Em muitos me vejo
Sozinho não.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Calor tufão

Dente com dente
Pele quente
Reluzente
Pele na pele
Poro no poro
Fogo ardente
Arde a pele
Fogo
Queima a pele
Sua pele
Na minha pele
Calma
Cala a alma
Acalma
Com a palma
Da mão
Fogo nos dedos
Calor tufão.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Chuva e um só zinho

Chuva me lembra você
Difícil de crer
Não para de ser...
Quero ser chuva no fundo do querer.

Como pregos a chuva cai
Martelando minha mente
Sigo e o tempo se esvai
Pacientemente.

Pacifica a mente segue
Com o vento frio
Que bagunça o cabelo e persegue, segue
E dá arrepio

Só Zinho...
Inhozinho só.
Não da dó da dó que dá
Chuva só que da, que da dó de ser sozinho...

sábado, 22 de outubro de 2011

Foda-se !!!
Tu, em minha vida vazia
Tudo em meu ser
foda-se eu
foda-me você
foda-se não somos

Foda-se não ser
O que achamos que somos...
O que parecemos ser.
Sem querer me fugiu
O que eu não queria ver
Não me acresceu, sumiu

Foda-se eu
Breu, breu, breu,
Num transe com o vazio
Eu transo com o momento
No cio
No ciclo do sentimento
Foda-se o argumento

Calo com o intervalo do tempo
Vivo o vazio do momento, senti-mento
La-mento
Foda-se,
É tempo, tempo, tempo
Ah, foda-se o tempo.

By: Ay Chastinet, Heder Novaes e Paulo Batista

Com EXO

Preso na certeza do vão
No vazio da imperfeição
Na constante correção...

Vago pela imensidão
Com chuva ou não
Só, com a solidão.

Contato imediato
Natural o fato
Nato
Pacato

Acato aos seus pedidos
Rasgo seus vestidos
Já não estou vestido

Tenho como inspiração
A imensidão
E o vazio do não
O não...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Eu, não meu

O fogo que queima não é meu
Mas arde como meu
Já não pareço eu

Palpita o coração sem saber
O que devia ser
O que vai saber

Atendo ao pensamento que não dá
Faço sem avisar
Não posso mais parar

Quero o que não queria no momento atrás
Não raciocino mais
O corpo perde a paz

Tento entender o porquê
Já não sei pra que
Pago pra ver

Às vezes não quero ser
Mas é tanto por que
Acabo que fico sem entender

Só não vejo o que quero
Só não faço o que não espero
Só não sou
Só...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Chuva que Deus Manda


Chuva que Deus manda
Chuva que Deus dá
Manda, manda e desmanda...
Chove sem parar.
Vira riacho na favela
Do alto da sacada, lá está ela a observar
A chuva que cai sem parar
Castiga sem avisar.
E depois, dá lugar ao sol que queima gente
Sol queima, chuva seca, apaga, ameniza
Mas não diminui a dor da gente.

BY: Heder Novaes e Ytallo Barreto