sábado, 31 de julho de 2010

O Mundo é um Alfinete

Me deparo todo dia com uma coisa nova
Multiplico todo dia minha visão de planeta...
Vejo que as pessoas se parecem demais para dizerem que são diferentes...
As diferenças são presenciadas e destacadas a cada novo olhar...
Os mundos que se encontram, as vidas que se espelham
E tudo é parecido, tudo é só uma coisa, só
Que mundo danado de pequeno é esse, que cabe na ponta de um alfinete?
Enquanto pareço perdido me acho em meio a tanta conhecidência...
Vago pelo mundo, suprindo minha carência com o sorriso profundo.
Afundo nessa vastidão de cores, mergulho, provo, e bebo desses sabores
Entre dores e amores...
Me construo, encima de tudo o que vejo
Faço meu dia a dia, aproveito o bom do beijo
E vou, até o onde puder
Ou além de onde der...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Envolvente

Envolvente, mente na mente, mente que não só vê como crer e sente...
Gente junta numa só intenção...
Eu e você, numa só pulsação...
Mas que um mágico momento, embalados fomos mais que intensos...
Num imenso momento nossa respiração se fez numa só...
Tal como uma cena, cena de cinema...
Mas não um mero clichê
Você, adentrando meu olhar...
Eu, tentando entender...
A veracidade me ilude, será que ela tem tamanha beleza?
O que estava diante dos olhos, não era só processado,
Era sentido, degustado...
E no intimo do instinto, senti a leveza do sorriso
Mesclada a intensidade dos batimentos
Um só eu, nós num só músculo...
Em meio a tantos eus, sentindo tanto suor, tanta gente...
E o inesperado se fez chocante...
E passo a passo o passo se foi em um instante
E em um segundo acordei de um sonho que mais parece uma cicatriz
De tão intenso e voraz...
De tão único e capaz de deixar esse gostinho de quero mais...
Quero mais...
E mais...

domingo, 18 de julho de 2010

Beija Flor

Sem vontades ou sem pudor...
Na certeza de estar alí
Controlado pelo descontrole
Na vontade de seguir...
Faço eterno o meu lamento
Faço único cada momento
Na multidão sou só mais um...
Sou um livro aberto e escancarado
Mas as paginas, me recuso a passar...
Tenho a alma de um mendigo
Que bebe em mesa de bar...
Só te peço, beija flor
Nunca pare de me olhar...
Só te peço beija flor
Nunca pare de voar...

domingo, 27 de junho de 2010

A-Como-Dar

Mundos que passam em olhares famintos
Fome de mais, de mais amigos
Perdas vivas
Vidas inteiras perdidas
O claro que ofusca nossa visão
O que consumimos é só contramão
Caminhamos em vão
Na contramão
Com conforto e comodismo
Engolimos o que mastigaram para nós...
Andamos em bando
Mas vivemos sós...
No ar o excesso, o incerto, a poluição
Poluir a cabeça com tanta informação
Os olhos fechados
Todos controlados
O fim da criação
Sem imagem-na-ação.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vai...!?

Normalmente as coisas acontecem
Quando e como tem que acontecer
Na verdade nem me lembro
Se pensei em escrever
Dias, noites, claro, escuro.
Tudo natural...
Na verdade vejo que nada é tão igual.
O que era certo se perde fácil
O incerto num instante já não é habitual
O errado é repetido. Ele ja é normal.
Rotina, rostos, rastros, restos...
Só o que resta é esperar.
Tic tac em meio ao silêncio
Passos firmes para marcar
O tempo passa e vai, não sei pra onde
Mas será que ele vai voltar?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rumo

Lados, lestes, oestes
Uma indecisão.
Quero fugir, mas na verdade tô sem direção...
Na beira do mar, a margem do rio
Sinto o vento me guiar...
Me pego no vazio.
Hora sinto frio, as vezes um arrepio
Malmente saio do lugar...
A mente toma outras formas.
Tomo outros rumos.
Rumo em busca de algo que não vejo
No impulso por um bem maior
Ritmo, com-passo, perfeição
Nada por acaso, e se por acaso for
Vá sem medo!
Rumo... Logo logo durmo sem notar
Agora, hora de acordar.

sábado, 1 de maio de 2010

Guarda eu, chuva

Em meio à tempestade, eu só seguro meu guarda chuva...
E caminho, contra o vento que sopra,
Vazio...
O guarda chuva não resiste à ventania...
Meu corpo se rende a chuva,
Fria...
Passos largos vão sendo esquecidos e reduzem pouco a pouco.
A chuva não cessa e o vendo enfraquece meus músculos.
Vago...
Paro no meu silêncio e na ausência ao meu redor...
Sinto seu abraço e tudo volta a ficar melhor...
Calor.