sexta-feira, 4 de julho de 2014

Prisão Domiciliar

Aprisionados
Em cercados disfarçados em cores
Pinturas que mascaram as dores
De vidas sofridas

Acorrentados
Em grades, cadeados e correntes
Que silenciosamente
Nos torturam

Amordaçados
Sob nosso próprio teto
Refém do que não é correto
A quem de qualquer solução

Da periferia extraímos a realidade
Da cidade que não tem credo
Não tem coragem
Onde o sorriso é só um disfarce


Onde o desastre, acontece na rua
Na esquina...
Onde a esperança
Vive trancafiada.

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