Eu sou o que não dá pra perceber
O fácil de ver, de tocar, de ter
Mas difícil de entender...
Eu sou um mar dentro de um aquário
Sou a naftalina presa dentro do armário
Sou o ar...
Palpável às vezes, mas difícil de tocar
Sou o dó, o ré, o mi e o lá
Sou o fa fa-cin, pequeninin
E como a chuva eu caio, banho, molho com toda intensidade e força
Depois escorro...
Sou a vida pouco vivida
O resto de saliva, as sobras da maquiagem...
Eu sou sua ultima lágrima que cai nos lábios sedentos de beijo
Sou o desejo mais obscuro...
Só sou o sol quando há verão.
Sou paixão e solidão
Sou o que pende encima do muro
O mundo que bate dentro do seu pulsar
Eu sou...
O ultimo sopro que sua alma pode dar...
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
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Lindo! Acho que se não fosse o pequeninin, eu adotaria pra mim esse poema. ^^
ResponderExcluirVocê é tudo, grande homem.
ResponderExcluirTeamo!