sexta-feira, 24 de julho de 2009


Sentiu a dor da perda e não pôde fazer nada.

Se sentiu impotente por não ter como reagir

Viu o seu amor o deixar

Aquela vontade de se matar

Percebe que as coisas não se encaixam

E que não é o que queria ser

Corre atrás dos seus sonhos, tenta vencer.

Vive errando inconsequentemente...

É intenso, não só no presente.

Vive, solto, sente seu corpo.

Quebra a rotina pra tentar esquecer

Aquela que um dia, o fez sofrer.

Dorme e acorda, sem saber o dia de amanha.

Prende seu pensamento a ações, não foca em ilusões...

Não crente, que um dia ela voltará.

As coisas inúteis, o alimentam.

Nada é como era antes.

Ele faz da saudade uma cruz

Sofre em silêncio, tendo como acalanto, as ondas do mar.

Num acaso do destino, encontra novamente sua sina.

Delicadeza no olhar e um jeitão de menina

Ela, com um ar tristonho, percebe que sua presença não foi esquecida.

Veste o manto do amor, encara sua sina

De viver ao lado dele, depois de anos de solidão.

Ela e ele juntos, dando a mão.

E o amor se refazendo em forma de canção.

quarta-feira, 15 de julho de 2009


Já não sei o que faço pra que notes o quanto te quero

Já não é mais útil a minha vida fútil

O que faço, o que sou, o que vivo, pede um pouco da sua presença

Tenho segurança de uma coisa totalmente incerta.

Não penso muito em conseqüências...

Me divido entre o seu amor, distante, e a arte de me esconder de baixo de mascaras de personagens que crio a cada nova apresentação, na espera que você me assista um dia.

Não formulo as minhas idéias, deixo que elas fluam e ganhem corpo, ganhem cara e tenham vida.

Faço com que essa vida se reflita nas conseqüências das minhas ações

Dou um sorriso de canto de boca, me apegando a minha vergonha, uma das poucas coisas que me impedem de sorrir escandalosamente.

Vivo um dia de cada vez, cada dia de uma vez só, sugando de mim todas as minhas energias, me esgotando, para que meus pensamentos não cheguem até os olhos seus...

E mais uma vez eu pense, que poderia ter tentado novamente, que poderia ter arriscado.

Pra tentar te ter...


sábado, 11 de julho de 2009

Empoeiradas caixas

As pessoas tem que tirar os versos das suas caixas empoeiradas

e fazer com que eles ganhem vida.

Trazer a tona seus desejos e anseios e mudar tudo o que lhes rodeia.

É preciso se prestar atenção no próximo.

Mas é preciso sim, se dar atenção, para que o próximo busque sua atenção.

A mudança parte de nós. Nos prendemos cada vez mais nas nossas caixas empoeiradas e esquecemos das coisas simples que nos rodeiam.

Nos apegamos a coisas fúteis, e muitas vezes, nos privamos de fazer algo, por preguiça.

Acabamos ficando acostumados com as mesmas coisas sempre e não acordamos para a nossa realidade.

Tudo está ao nosso redor, passa diante de nossos olhos

E quando nos dermos conta do que poderíamos ter feito, já será tarde de mais.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Eu quero viajar...


Eu quero viajar...

Não uma viagem comum, nem uma viagem alucinógena

Quero uma viagem além da incerteza da próxima dose

Uma viagem no fundo, no meu fundo

Um intensivo em mim

Para que o meu mais obscuro eu possa ser mostrado

E para que eu me encontre em meio a tudo que me rodeia

Eu quero viajar...

Eu quero ver o mar...

Quero sentir o sangue que corre em minha veia.
Quero contar cada grão de areia
Pra sentir a imensidão da intensidade.
Descobrir o que há de mim na verdade..
Sentir meus pés tocarem o chão.
Eu quero é viver a realidade.

Quero andar na contramão...


By: Yanna e Heder

quinta-feira, 2 de julho de 2009


Desejo intenso, sufoca.
Lembranças vagas que confundem...
Um foco a seguir, escolhas, decisões a serem tomadas
A força do pensamento, move a ação e faz o acontecimento
Misto de escolhas, amordaçadas pelo momento.
Toda intensidade em conflito, com o vazio do sentimento
Coisas fúteis, ganhando força e intenção.
Imagem... Na ação.
Todas as coisas do mundo ao alcance da mão. Nada além de acesso
Às vezes fecho os olhos e peço...
Saio, vago na imensidão da noite, procuro o que sei que não acho.
Pois não consigo, por maior que seja a insistência,
Vagar dentro de mim...

domingo, 28 de junho de 2009

Ayala e Heder


Primo, doidinho, pequenino.
Amigo, menino irmão.
Doidinha, mas anda na linha.
Prima, imã, romã.
Ele é um Deus, um charme.
Elas veneram - te, sua face.
Ela é cheia de graça
Não é mentira, nem é farça.
Ele é um grande pequeno homem
Sendo para mim único, merece este nome.
Ela é uma grande mulher
Se fizesse teatro eu aplaudia de pé
Ele é um diretor da sua vida
Sem medo do que virá interpreta sua sina
Ela é intensa até em pensamento
Vive cada segundo, cada momento.
Ele anda como se cada momento fosse único
Curti a vida a cada segundo
Ela nada num mar de sonhos
Tem toda beleza refletida no sorriso
Ele um deus grego
Não tem medo do perigo
Ela quando está triste
No meu colo encontra abrigo
Ele é minha melhor companhia
É verdadeiramente meu primo
Ela é meu refugio
Minha fonte de alegria
Perto dele tudo passa
Sem tempo para agonia
Ao lado dela fico alegre
Esqueço o estresse e a correria
Ele é um poeta encantador
Digno de receber o meu amor
Ela é sensível no que diz
Uma eterna poetisa aprendiz
Ele sabe como falar
Verdadeiro mestre na arte de interpretar
Ela sabe bem o que dizer
Quando quer, consegue, insiste até ter...
Ele escreve versos simples
Bem, sabe o que dizer.
Ela faz versos intensos
Bem capazes de comover
Um homem capaz de conquistar qualquer mulher
Trovador, perfeitinho, sempre sabe o que quer.
Uma mulher simples no seu jeito de ser,
E quando menos perceber, ela vai envolver você.
Simplicidade nas palavras, unem almas separadas,
Amigos se tornam primos, como eu e você.
By: Heder/Ayala

sexta-feira, 26 de junho de 2009

As Estações

Vem à primavera e junto a ela o seu sorriso
As flores desabrocham e eu percebo que te quero
Que seu sorriso não é a única coisa que me atrai.

Vem o verão, calor, e com ele toda minha paixão.
A vontade de te ter ferve em meu ser, me faz não querer mais nada.
Me deixa refém dos seus detalhes...

Vem o outono, e junto às folhas que caem, derramo minhas lágrimas
Sua falta de reciprocidade me faz secar, como uma folha, ao cair ao fim da estação...

Vem o inverno, e te vejo carente, com frio, sofrendo...
Te ofereço um cobertor, te ofereço o meu amor.
Meu corpo te aquece e só assim você percebe que te quero junto a mim.
Todo inverno tem seu fim
E ao início da próxima estação você percebe que junto a ela vem o meu sorriso e que nossos corações batem no mesmo compasso
Passo a passo escreveremos o nosso fim.