Sentiu a dor da perda e não pôde fazer nada.
Se sentiu impotente por não ter como reagir
Viu o seu amor o deixar
Aquela vontade de se matar
Percebe que as coisas não se encaixam
E que não é o que queria ser
Corre atrás dos seus sonhos, tenta vencer.
Vive errando inconsequentemente...
É intenso, não só no presente.
Vive, solto, sente seu corpo.
Quebra a rotina pra tentar esquecer
Aquela que um dia, o fez sofrer.
Dorme e acorda, sem saber o dia de amanha.
Prende seu pensamento a ações, não foca em ilusões...
Não crente, que um dia ela voltará.
As coisas inúteis, o alimentam.
Nada é como era antes.
Ele faz da saudade uma cruz
Sofre em silêncio, tendo como acalanto, as ondas do mar.
Num acaso do destino, encontra novamente sua sina.
Delicadeza no olhar e um jeitão de menina
Ela, com um ar tristonho, percebe que sua presença não foi esquecida.
Veste o manto do amor, encara sua sina
De viver ao lado dele, depois de anos de solidão.
Ela e ele juntos, dando a mão.
E o amor se refazendo em forma de canção.


