domingo, 13 de maio de 2012

BAVI

É tão bonito
A cidade num rito
O misto de cores
Entre o azul, vermelho e branco tricolor
Se mistura um rubro negro, vermelho, preto.
A cidade não comenta outra coisa.
É clássico, é religioso, é de lei!
É BAxVI
Séculos de história se contrastando e proseando, viu?
Disputando e apostando pra ver quem leva a taça
Pois se trata de uma final.
A Bahia em sua maioria se rende ao espetáculo.
Família, vizinhos, juntos provam por A+B, ou melhor
Por BA+VI que a união existe muito além da rivalidade...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

mANDO

Eu ando
Mando
Comando meu caminhar
Reparo
Paro
Logo paro de andar
Vivo de comer e caminhar
O rumo é incerto
O destino... Destino?
O momento é só lá-mento
E o acontecimento é consequência do fim da inércia
Então me soluciono ou me escondo
Emergindo e submergindo diariamente em mim
Enquanto posso, toco o chão...
Quando não puder, só me resta flutuar, então.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Era

Era úmido
A aspereza da umidade corroia o ambiente
Era gélido
Tão gélido que o suor era no mínimo estranho
Era escuro
No fechar dos olhos entregues...

Puro, pálido, cálido
Calado ou falado no silêncio da madrugada
Trazia em si uma leveza
Toneladas de incertezas
Tão certo quando quieto
Gritante como uma multidão

Ecoava o vazio
Sozinho não era não
Era massa cinzenta
Em arco-íris de chuva
Ou era amor
Ou era só impressão

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Scambo

Scambo, não só troca a nota
Troca a rota,
Ora reta, ora torta
Na cara, bate a porta
E arromba essa mesma porta.
Grita, quebra, constrói
Anti-herói Soteropolitano
Ano após ano, sem descanso
No ranço de ver sempre a mesma MERDA.
Scambo é musica, é dança
É mundo, mudança...
Trança nagô em cabelo liso
Mostra o certo e cospe na cara, se preciso
Só pra provar
Que o povo é Scambo
E que Scambo, é o reflexo do povo

segunda-feira, 26 de março de 2012

Quando?!

Quando o tempo passa
Assa a massa
Amassa o passo
Apressa-se o tempo
Vento, leve lento...
Sucumbe-se o argumento
Trago o incerto
Sou confuso e certo,
Que o posto
Difere-se do O-posto
Faço do passo o laço
Me amarro, me dou nós
Nós que não sei desatar

quinta-feira, 22 de março de 2012

Trabalhador - Bicho solto

Trabalhador é bicho solto
Malabarista de profissão
Equilibra um pouco aqui
Joga pra cima uma conta lá
Pra no findar do mês ter o do pão
Não brinca na lida não
12 horas de trabalho são
Para assegurar o leite quente e o feijão
Levanta 4, 5 horas...
Madrugueiro de vocação
Se perde dentro do ônibus
Que lotado sai da estação
E depois do trabalho vai traçar o seu rumo
Escola, cursinho, faculdade, pra fazer seu futuro.
E não perde no rosto
O sorriso bem posto
A simplicidade do viver
Paga conta/Paga juro... É débito todo ano.
Essa é a lida, a vida sofrida do meu país varonil.
É tanta mistura, tanta beleza, riqueza, pobreza
Que noutro lugar não se viu...
To falando de mim, de você,
Do povo trabalhador desse Brasil.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Soneto do entendimento

Eu te entendo, meu bem
Você precisa de um tempo, e eu também.
Não vou cobrar-te
Nem precipitar-me

Sentir-me-ei carente de seus abraços
De seus sorrisos
Dos nossos passos
Do nosso laço

Mas me faço refém deste silêncio
Calado, esperar-te-ei
Caminhando ao lado da solidão
Sentindo que um dia te terei

Saberei se és ou não
Aquela que põe fim ao silêncio
Que finda a escuridão
Que caminha com o sol e sobra em canção