Quando o tempo passa
Assa a massa
Amassa o passo
Apressa-se o tempo
Vento, leve lento...
Sucumbe-se o argumento
Trago o incerto
Sou confuso e certo,
Que o posto
Difere-se do O-posto
Faço do passo o laço
Me amarro, me dou nós
Nós que não sei desatar
segunda-feira, 26 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
Trabalhador - Bicho solto
Trabalhador é bicho solto
Malabarista de profissão
Equilibra um pouco aqui
Joga pra cima uma conta lá
Pra no findar do mês ter o do pão
Não brinca na lida não
12 horas de trabalho são
Para assegurar o leite quente e o feijão
Levanta 4, 5 horas...
Madrugueiro de vocação
Se perde dentro do ônibus
Que lotado sai da estação
E depois do trabalho vai traçar o seu rumo
Escola, cursinho, faculdade, pra fazer seu futuro.
E não perde no rosto
O sorriso bem posto
A simplicidade do viver
Paga conta/Paga juro... É débito todo ano.
Essa é a lida, a vida sofrida do meu país varonil.
É tanta mistura, tanta beleza, riqueza, pobreza
Que noutro lugar não se viu...
To falando de mim, de você,
Do povo trabalhador desse Brasil.
Malabarista de profissão
Equilibra um pouco aqui
Joga pra cima uma conta lá
Pra no findar do mês ter o do pão
Não brinca na lida não
12 horas de trabalho são
Para assegurar o leite quente e o feijão
Levanta 4, 5 horas...
Madrugueiro de vocação
Se perde dentro do ônibus
Que lotado sai da estação
E depois do trabalho vai traçar o seu rumo
Escola, cursinho, faculdade, pra fazer seu futuro.
E não perde no rosto
O sorriso bem posto
A simplicidade do viver
Paga conta/Paga juro... É débito todo ano.
Essa é a lida, a vida sofrida do meu país varonil.
É tanta mistura, tanta beleza, riqueza, pobreza
Que noutro lugar não se viu...
To falando de mim, de você,
Do povo trabalhador desse Brasil.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Soneto do entendimento
Eu te entendo, meu bem
Você precisa de um tempo, e eu também.
Não vou cobrar-te
Nem precipitar-me
Sentir-me-ei carente de seus abraços
De seus sorrisos
Dos nossos passos
Do nosso laço
Mas me faço refém deste silêncio
Calado, esperar-te-ei
Caminhando ao lado da solidão
Sentindo que um dia te terei
Saberei se és ou não
Aquela que põe fim ao silêncio
Que finda a escuridão
Que caminha com o sol e sobra em canção
Você precisa de um tempo, e eu também.
Não vou cobrar-te
Nem precipitar-me
Sentir-me-ei carente de seus abraços
De seus sorrisos
Dos nossos passos
Do nosso laço
Mas me faço refém deste silêncio
Calado, esperar-te-ei
Caminhando ao lado da solidão
Sentindo que um dia te terei
Saberei se és ou não
Aquela que põe fim ao silêncio
Que finda a escuridão
Que caminha com o sol e sobra em canção
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Soneto da devoção
Prometo devotar-me
Incansavelmente
A apreciação do seu corpo
A degustação do seu sorriso
Dia e noite
Pouco a pouco
Instante a instante
Segundo por segundo
Guiando incessantemente meu olhar ao seu
Meus dedos ao trabalho árduo
De te tocar
De te sentir
Devo-lhe definir
Cada curva, cada vírgula
Cada cova, brilho, silhueta
Devo a ti e só a ti, os meus olhos
Incansavelmente
A apreciação do seu corpo
A degustação do seu sorriso
Dia e noite
Pouco a pouco
Instante a instante
Segundo por segundo
Guiando incessantemente meu olhar ao seu
Meus dedos ao trabalho árduo
De te tocar
De te sentir
Devo-lhe definir
Cada curva, cada vírgula
Cada cova, brilho, silhueta
Devo a ti e só a ti, os meus olhos
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Vão
O descompasso
Passo a passo
Poema feito sob encomenda
Fecha a fenda
Abre a fenda
Remenda
Emenda
Emendo o laço
Nó, compasso
Traço a rota
Fecho a porta
Instruo
Desconstruo
Feixe, deixe
Mas não se queixe
Do não
Peça, suplique atenção
Vão
Vão
Vão
Passo a passo
Poema feito sob encomenda
Fecha a fenda
Abre a fenda
Remenda
Emenda
Emendo o laço
Nó, compasso
Traço a rota
Fecho a porta
Instruo
Desconstruo
Feixe, deixe
Mas não se queixe
Do não
Peça, suplique atenção
Vão
Vão
Vão
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A-fasto
Cisco, pisco, abro...
Cheio, cheiro, caibo
Tanto, tonto, pronto.
Caro, caio, calo
Observo, servo, sirvo
Castro, falo, não falo.
Impacientemente fico
Só...
Curo, escuro, paro.
Trago o tempo claro
Despreparado
Afasto
Faço, fico, estagno.
Minto, sinto, ensino
Finjo...
Choro, de dor
Cheio, cheiro, caibo
Tanto, tonto, pronto.
Caro, caio, calo
Observo, servo, sirvo
Castro, falo, não falo.
Impacientemente fico
Só...
Curo, escuro, paro.
Trago o tempo claro
Despreparado
Afasto
Faço, fico, estagno.
Minto, sinto, ensino
Finjo...
Choro, de dor
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Ar Industrial
Esse ar industrial
Que prende, isola e afasta
Que some, que foge
E que é ideal
Pra afastar.
Esse barulho de obras
Que crescem e crescem
E não param
Que elevam
Elevam e escondem
Uns dos outros
Aqui, nessa selva de matos e galhos de edifícios
De arbustos e bosques de precipícios
Essa morada, no meio da nossa mata fechada
Fechada por prédios e construções
Que isolam diariamente
Povos e nações
Mostrando que o fim é um só
A solidão
Que prende, isola e afasta
Que some, que foge
E que é ideal
Pra afastar.
Esse barulho de obras
Que crescem e crescem
E não param
Que elevam
Elevam e escondem
Uns dos outros
Aqui, nessa selva de matos e galhos de edifícios
De arbustos e bosques de precipícios
Essa morada, no meio da nossa mata fechada
Fechada por prédios e construções
Que isolam diariamente
Povos e nações
Mostrando que o fim é um só
A solidão
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