Eu te entendo, meu bem
Você precisa de um tempo, e eu também.
Não vou cobrar-te
Nem precipitar-me
Sentir-me-ei carente de seus abraços
De seus sorrisos
Dos nossos passos
Do nosso laço
Mas me faço refém deste silêncio
Calado, esperar-te-ei
Caminhando ao lado da solidão
Sentindo que um dia te terei
Saberei se és ou não
Aquela que põe fim ao silêncio
Que finda a escuridão
Que caminha com o sol e sobra em canção
sexta-feira, 9 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Soneto da devoção
Prometo devotar-me
Incansavelmente
A apreciação do seu corpo
A degustação do seu sorriso
Dia e noite
Pouco a pouco
Instante a instante
Segundo por segundo
Guiando incessantemente meu olhar ao seu
Meus dedos ao trabalho árduo
De te tocar
De te sentir
Devo-lhe definir
Cada curva, cada vírgula
Cada cova, brilho, silhueta
Devo a ti e só a ti, os meus olhos
Incansavelmente
A apreciação do seu corpo
A degustação do seu sorriso
Dia e noite
Pouco a pouco
Instante a instante
Segundo por segundo
Guiando incessantemente meu olhar ao seu
Meus dedos ao trabalho árduo
De te tocar
De te sentir
Devo-lhe definir
Cada curva, cada vírgula
Cada cova, brilho, silhueta
Devo a ti e só a ti, os meus olhos
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Vão
O descompasso
Passo a passo
Poema feito sob encomenda
Fecha a fenda
Abre a fenda
Remenda
Emenda
Emendo o laço
Nó, compasso
Traço a rota
Fecho a porta
Instruo
Desconstruo
Feixe, deixe
Mas não se queixe
Do não
Peça, suplique atenção
Vão
Vão
Vão
Passo a passo
Poema feito sob encomenda
Fecha a fenda
Abre a fenda
Remenda
Emenda
Emendo o laço
Nó, compasso
Traço a rota
Fecho a porta
Instruo
Desconstruo
Feixe, deixe
Mas não se queixe
Do não
Peça, suplique atenção
Vão
Vão
Vão
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A-fasto
Cisco, pisco, abro...
Cheio, cheiro, caibo
Tanto, tonto, pronto.
Caro, caio, calo
Observo, servo, sirvo
Castro, falo, não falo.
Impacientemente fico
Só...
Curo, escuro, paro.
Trago o tempo claro
Despreparado
Afasto
Faço, fico, estagno.
Minto, sinto, ensino
Finjo...
Choro, de dor
Cheio, cheiro, caibo
Tanto, tonto, pronto.
Caro, caio, calo
Observo, servo, sirvo
Castro, falo, não falo.
Impacientemente fico
Só...
Curo, escuro, paro.
Trago o tempo claro
Despreparado
Afasto
Faço, fico, estagno.
Minto, sinto, ensino
Finjo...
Choro, de dor
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Ar Industrial
Esse ar industrial
Que prende, isola e afasta
Que some, que foge
E que é ideal
Pra afastar.
Esse barulho de obras
Que crescem e crescem
E não param
Que elevam
Elevam e escondem
Uns dos outros
Aqui, nessa selva de matos e galhos de edifícios
De arbustos e bosques de precipícios
Essa morada, no meio da nossa mata fechada
Fechada por prédios e construções
Que isolam diariamente
Povos e nações
Mostrando que o fim é um só
A solidão
Que prende, isola e afasta
Que some, que foge
E que é ideal
Pra afastar.
Esse barulho de obras
Que crescem e crescem
E não param
Que elevam
Elevam e escondem
Uns dos outros
Aqui, nessa selva de matos e galhos de edifícios
De arbustos e bosques de precipícios
Essa morada, no meio da nossa mata fechada
Fechada por prédios e construções
Que isolam diariamente
Povos e nações
Mostrando que o fim é um só
A solidão
sábado, 14 de janeiro de 2012
Um tantinho aqui
Um tantinho aqui... Um tantinho
Vivo de sonhos vãos e vazios.
Um bucadinho ali
No outro canto não
Vou sozinho
Vivo de sonhos vãos, de sonhos vãos
E de carinho
Vivo de escrever, escreve-dor
Sinto que vivo de evitar o amor.
A cada passo dado
Um mundo deixado pra trás
Na minha frente novos mundos
Outros ais
Minha sacola é minha história
Os meus momentos, minha vida
Minha memória
Cada ponte nova, uma conquista
Cada porto, um mar, um cais a vista
Cada vida a vista, avista uma gloria
Um tantinho só, um tantinho dó
Um tantinho lá, cá, aculá...
Aprendo todo dia um novo jeito de caminhar...
Vivo de sonhos vãos e vazios.
Um bucadinho ali
No outro canto não
Vou sozinho
Vivo de sonhos vãos, de sonhos vãos
E de carinho
Vivo de escrever, escreve-dor
Sinto que vivo de evitar o amor.
A cada passo dado
Um mundo deixado pra trás
Na minha frente novos mundos
Outros ais
Minha sacola é minha história
Os meus momentos, minha vida
Minha memória
Cada ponte nova, uma conquista
Cada porto, um mar, um cais a vista
Cada vida a vista, avista uma gloria
Um tantinho só, um tantinho dó
Um tantinho lá, cá, aculá...
Aprendo todo dia um novo jeito de caminhar...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Ufa!
Parece que o tempo para só pra observar
A brincadeira leve que é olhar o seu olhar...
As coisas não se formam como devem
As frases se perdem
O perder ao seu lado é não te ver piscar os olhos
E se piscar os olhos, num instante se vai minha tarde...
A saudade dói e arde
E invade o que eu nem sabia que existia
Dia, noite, madrugada, tarde e dia novamente
As horas perdem o tempo,
O tempo perde a gente
E a gente se perde no tempo
Cada momento é único
Unicamente nosso
Nossa, quanto tempo é um segundo ao seu lado?
Meu beijo no seu roubado, dado, emprestado
Seu colo, abraço, traço a rima perfeita
A seita, o feitiço, macumba...
O que será isso?
Porra, sei la...
Só sei que é mais leve que as ondas do mar,
Faz rir, faz ate chorar...
Faz a clareza se perder e o peso despertar
Faz as palavras fluírem no instante em que elas param de saltar
Faz eu fazer o que nem sabia que não fazia.
Ufa!
Faço mais nada não, só observo você aqui, quietinho...
Baixinho...
A brincadeira leve que é olhar o seu olhar...
As coisas não se formam como devem
As frases se perdem
O perder ao seu lado é não te ver piscar os olhos
E se piscar os olhos, num instante se vai minha tarde...
A saudade dói e arde
E invade o que eu nem sabia que existia
Dia, noite, madrugada, tarde e dia novamente
As horas perdem o tempo,
O tempo perde a gente
E a gente se perde no tempo
Cada momento é único
Unicamente nosso
Nossa, quanto tempo é um segundo ao seu lado?
Meu beijo no seu roubado, dado, emprestado
Seu colo, abraço, traço a rima perfeita
A seita, o feitiço, macumba...
O que será isso?
Porra, sei la...
Só sei que é mais leve que as ondas do mar,
Faz rir, faz ate chorar...
Faz a clareza se perder e o peso despertar
Faz as palavras fluírem no instante em que elas param de saltar
Faz eu fazer o que nem sabia que não fazia.
Ufa!
Faço mais nada não, só observo você aqui, quietinho...
Baixinho...
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