sábado, 4 de fevereiro de 2012

Ar Industrial

Esse ar industrial
Que prende, isola e afasta
Que some, que foge
E que é ideal
Pra afastar.
Esse barulho de obras
Que crescem e crescem
E não param
Que elevam
Elevam e escondem
Uns dos outros
Aqui, nessa selva de matos e galhos de edifícios
De arbustos e bosques de precipícios
Essa morada, no meio da nossa mata fechada
Fechada por prédios e construções
Que isolam diariamente
Povos e nações
Mostrando que o fim é um só
A solidão

sábado, 14 de janeiro de 2012

Um tantinho aqui

Um tantinho aqui... Um tantinho
Vivo de sonhos vãos e vazios.
Um bucadinho ali
No outro canto não

Vou sozinho
Vivo de sonhos vãos, de sonhos vãos
E de carinho
Vivo de escrever, escreve-dor

Sinto que vivo de evitar o amor.

A cada passo dado
Um mundo deixado pra trás
Na minha frente novos mundos
Outros ais

Minha sacola é minha história

Os meus momentos, minha vida
Minha memória
Cada ponte nova, uma conquista
Cada porto, um mar, um cais a vista

Cada vida a vista, avista uma gloria

Um tantinho só, um tantinho dó
Um tantinho lá, cá, aculá...
Aprendo todo dia um novo jeito de caminhar...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ufa!

Parece que o tempo para só pra observar
A brincadeira leve que é olhar o seu olhar...
As coisas não se formam como devem
As frases se perdem
O perder ao seu lado é não te ver piscar os olhos
E se piscar os olhos, num instante se vai minha tarde...
A saudade dói e arde
E invade o que eu nem sabia que existia
Dia, noite, madrugada, tarde e dia novamente
As horas perdem o tempo,
O tempo perde a gente
E a gente se perde no tempo
Cada momento é único
Unicamente nosso
Nossa, quanto tempo é um segundo ao seu lado?
Meu beijo no seu roubado, dado, emprestado
Seu colo, abraço, traço a rima perfeita
A seita, o feitiço, macumba...
O que será isso?
Porra, sei la...
Só sei que é mais leve que as ondas do mar,
Faz rir, faz ate chorar...
Faz a clareza se perder e o peso despertar
Faz as palavras fluírem no instante em que elas param de saltar
Faz eu fazer o que nem sabia que não fazia.
Ufa!
Faço mais nada não, só observo você aqui, quietinho...
Baixinho...

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012

Mais um
Mais uma...
Mais e mais
Olho pra trás

Vejo o que fui
Vejo o que almejo
Vejo, vejo, Saudades
E adiante

O que posso ser
O que já deixei de ser
O que não sei
O novo

De novo, o novo.
Ano novo, eu, de novo.
Com mais brilho nos olhos
Com mais um numero na idade

Mais responsabilidade
Mais e menos, ao menos lincados
Interligados.
Que cada amanhã seja novo, intenso e único
2012

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Trato

Outra metade, gritou a saudade
Sentou-se do lado.
Formou um tratado.
Trato é trato, não despreze

Dizia o trato...
Casa comigo,
Morre comigo
Um bocado de abrigo
Sorrio leve, não grito

Junto com o tratado
Vinha o perigo, dobrado
Cada não dito por ti
Dobrava a saudade em mim

E trato é trato!
Não esqueça da saudade
Saudade danada dela,
Saudade daquelas pernas
Tive o trato rasgado, dizia minha saudade
A gente merecia ser feliz
A gente deveria ser feliz
Mas agora é só vontade...

Vivo da necessidade
De te querer só pra mim
Essa saudade me diz
Que não quer ser feliz
Não sou mais feliz


[Criado em parceria com Ay Chastinet e Maiara Cerqueira]

domingo, 25 de dezembro de 2011

Transmutei

Não, não pude negar
Em meio ao breu
Aquilo que eu pude enxergar
Era o brilho do seu olhar

Havia um silencio pairando no ar
Os segundos eram anos
Passando sem se notar
Comecei a te tocar

Cada toque um mundo
Cada mundo um novo olhar
Em um minuto
Minha alma foi ao seu olhar

Teletransportei-me
Trasmutei-me
Transformei e notei
Que éramos um.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Meu, seu, nosso.

Roço, coço, acocho
Toque forte, arrepio
Frio na espinha
Seu e meu.

Mordo, aperto, prenso
Parede, músculo
Sexo com sexo
Nós.

Uivo, sussurros
Ofegantemente
Acende meu fogo
Incessantemente

Suor, calor
Penetro a intenção
Ação, a-a-ção
Ah!!! ... Eu suspiro